James Gili → but does it float
tumblr at unabridgedhaiku.com
Posted 3 months ago
My only response to it was “Oh, yeah, so this is how I’m supposed to be living.” It’s not often you’re confronted with a piece of art that so clearly presents you with your own definition of success for your life.
Posted 3 months ago
Clichê: abro meu Emacs e C-x C-f ~/Dropbox/escrever.md, com a rádio no Last.fm tocando Mogwai. Após gastar minha hora de almoço lendo prosa que surpreendentemente me comove, um ímpeto muito parecido com o que me motivava a escrever no Livejournal que um dia tive vira alguns parágrafos que nunca serão publicados. Chego quarto ou quinto bloco de texto, ocupo-me com as habituais reprimendas por destrinchar sentimentos juvenis e abandono o arquivo, que será apagado daqui a alguns meses num surto de Amr ibn al ‘Aas.
Não raro pareço estar extremamente próximo de uma revelação vernacular, e há uma pá de sensações que pedem papel e caneta assim que bamboleiam no meu peito. O caderno vermelho que me serve de diário sempre que preciso ventilar algum recôndito pestilento da minha cabeça está cheio de textos incompletos, ideias mal acabadas e imaturidade (como pessoa e escriba). Entre tirar as coisas da mochila e tentar expressar honestamente o que me impelia, algo se perde.
Minha vida interna muitas vezes parece definida por essa incapacidade de dar o próximo passo e me destituir de algo que me agasta. Levar as questões à frente, sem tratá-las de alguma maneira artística e romântica, parece sub-humano, tão reducionista como tratar comida como combustível e sexo como procriação. Concomitantemente, escrever sobre o que não se consegue definir parece impossível — mesmo que o ato em si venha a ser definição.
Como nerd, tento circundar o problema com ferramentas e técnicas para lidar com o problema. Aprendo mais coisas no Emacs; tenciono desenvolver uma versão do Scrivener usando algum framework Javascript que me interesse; leio posts e livro sobre criatividade e escrita; dou conselhos como se soubesse algo do assunto; faço exercícios por dois dias e os abandono, mantendo a mesma convicção de que me esforço quanto um vegetariano que come peixe. Como ser humano, me esquivo constantemente do enfrentamento inevitável para quem quer estar em paz com alguma coisa, mesmo que as negociações sejam turbulentas e belicosas.
Por algum motivo, viver algumas coisas abertamente, talvez um reflexo de geração, tem importância que tenho renegado desde que passei a me enxergar como adulto. E mesmo adulto continuo me debatendo com o que eu quero da vida, como quero e quando quero. Leio livros e blogs sobre isso diariamente, mas por algum motivo não me permito estar aqui com a mesma franqueza, com minhas faltas e minhas qualidades à mostra. Estou um pouco cansado.
Quando eu era criança, eu tinha um telescópio. Enquanto durou a novidade, eu o armava diariamente sobre a mesa da sala, as pernas do tripé seguindo as de bambu e vime sob o tampo de vidro. Observava a Lua, e fazia desenhos tão detalhados quanto possível, descrevendo o que via em anotações científicas. Eu rabiscava e me sentia perto da superfície cinzenta, prestes a pousar, mas jamais botava os pés no chão, sempre temendo não ter oxigênio o suficiente.
Vinte anos depois, quero descer. O chão é pedregoso e eu posso morrer a qualquer momento, mas estou aqui.
Posted 3 months ago
A mere redrawing of borders, a change in governments, those things can never faze a Jewess with a good supply of hand wipes in her bag.
Posted 3 months ago
via backeis
Posted 4 months ago
And stupid me remains listening.
Posted 4 months ago
via makenosound
19 Notes
Pixels, a fantastic video from Patrick Jean—make sure you hang in there until the credits roll.
Putting our 80’s childhood to better use. Fantastic.